jul 31 2010

Cyro del Nero deixa saudades – Conheça um pouco da trajetória deste grande homem

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Cyro del nero 02 Cyro del Nero   Grande cenógrafo brasileiro deixa saudades  fotos

Aos 78 anos morre Cyro del Nero, deixando grande legado cultural

Professor Titular de Cenografia e Indumentária Teatral da Pós-Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, USP, em seu estúdio, Ciro del Nero, com seu extenso e valioso acervo, apresentava aos alunos o mundo das artes, da moda, da cenografia, do teatro, televisão e, também da história e cultura da Grécia. Hoje sua voz se calou, mas sua extensa obra, seus livros e a mensagem de culto à beleza  e à arte em suas várias manifestações, inclusive à magia da cultura helênica permanecerá entre nós, como um patrimônio dos brasileiros.

Este paulista nascido no Brás, em 28 de dezembro de 1931, filho de imigrantes italianos, foi atraído desde cedo pelo teatro, tornando-se amigo de grandes atores e atrizes, escritores teatrais e expoentes da cenografia, dirigiu-se ainda muito jovem para a Grécia, onde viveu por três anos, percorrendo ainda outros países da Europa. Voltando ao Brasil, primeiro pensou em ser ator, mas o talento para a cenografia sobrepujou esse interesse, passando a trabalhar nas montagens de obras importantes. Na recém-surgida televisão, seu papel foi marcante, havendo trabalhado em diversas emissoras.

Em 1960, com Lívio Ragan e Alceu Pena inovou com a criação de espetáculos de moda, que trouxeram solidez e profissionalismo à então nascente moda brasileira, que, também divulgou no exterior.

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jul 31 2010

Nota de Falecimento

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PREZADOS AMIGOS.

É COM IMENSO PESAR QUE COMUNICO O FALECIMENTO DO NOSSO QUERIDO CENÓGRAFO, PROFESSOR, COLEGA E AMIGO CYRO DEL NERO, EM SÃO PAULO.

O SEU VELÓRIO SERÁ REALIZADO HOJE (31/08/2010), A PARTIR DAS 10 HORAS, A PEDIDO DELE, NO CREMATÓRIO DE GUARULHOS QUE FOI CENOGRAFICAMENTE CRIADO PELO MESMO.

ENDEREÇO:

CEMITÉRIO PRIMAVERAS, AV. OTÁVIO BRAGA DE MESQUITA, N° 3601 – JD. TABOÃO EM GUARULHOS.

PEÇO QUE VOCÊS DIVULGUEM PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS, EM HOMENAGEM A ELE.

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abr 27 2010

Viagem cultural à Grécia com Cyro del Nero

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Visita à Grécia 2010

Cidades: Atenas, Cabo Sounion, Delphos, Corinto, Náuplion, Epidaurus e Mycenas e às ilhas de Santorini, Creta, Égina, Poros e Hydra.

Serão 16 dias de viagem, acompanhados por um dos maiores especialistas do Brasil em Grécia Antiga e teatro, para conhecer as contribuições da civilização helênica para a civilização ocidental.

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abr 14 2009

A história dos objetos na cenografia

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Os objetos de cena sempre foram definidos pelo diretor em união com o trabalho do cenógrafo que então vai definir volumes e cores e, sobretudo locais onde estes deveriam estar.

Foi Antoine no século XIX quem recusou objetos pintados e truques ilusionistas exigindo objetos reais, materiais trazendo sinais de sua existência anterior, de um passado reconhecível e táctil.

Efeitos sim, mas verdadeiros. Antoine nos revelou a teatralidade do real. Entretanto em grandes escalas isso não é possível. Por exemplo, as ondas fictícias do rio Reno em encenação de Bayreuth sob a direção e a cenografia de Wieland Wagner. Foi a luz que fez o rio mover-se. Nem uma gota do próprio entrou no palco, naturalmente.

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Mas Antoine foi mais longe. Colocou carne crua pendurada no palco no espetáculo Os Açougueiros em 1888. Um pouco ingênuo disseram. No espetáculo moderno que foi A Casa de Chá do Luar de Agosto havia uma rubrica solicitando um Jeep no palco. Mas o compromisso dessa teatralidade do real é muito grande.

Muitas vezes é disfarçada a falta de importância do objeto de cena pintando-o apenas. Se você o pintar ele não sairá da parede. Mas se você coloca na parede de um cenário uma vistosa e real espingarda, é necessário que um ator dê um tiro no segundo ato.

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Por Cyro del Nero

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nov 24 2008

O Teatro como o exercício da existência

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O teatro é feito de uma pessoa que representa uma segunda pessoa que é olhada da platéia por uma terceira pessoa: essas três pessoas são: o ator, a personagem e o público.

O ator tem a capacidade de imaginar como essa terceira pessoa na platéia, o público, reagiria enquanto ele representasse. Para tanto ele projeta mentalmente sua personagem e com ela, a si mesmo.

Essas introjeções e projeções simultâneas nos lembram Thomas Mann dizendo que existe uma afinidade natural entre arte e a patologia. O próprio Salvador Dali dizia que ele e um louco eram iguais, com a diferença de que ele não era louco.

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nov 21 2008

Curso de História da Cenografia com Cyro del Nero

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O professor titular do Departamento de Artes Cênicas da USP, Cyro del Nero, abre, semanalmente, cursos com aulas de estudos cenográficos para 10 alunos.

Será disponibilizado material para confecção de maquetes gratuitamente.

As aulas vão abordar a História da Cenografia, revisitando a atmosfera teatral, televisiva e eventos.

Terá início em 8 de janeiro de 2009, com 12 aulas semanais. Nessas aulas serão estudas análises de tema, estudo de projeto, realização de projeto, confecção de maquetes e análise de resultados.

Informações com Mariana através do telefone 11 3726-5704

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nov 14 2008

O rito das celebrações no universo teatral

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Rito pagão – Magick Circle / Sir Waterhouse

A duração da existência foi sempre dividida entre ritos e celebrações. Por exemplo, os ritos que exorcizam a morte, esse acontecimento indesejado, mas compreendido como início de uma nova existência. Ou as quatro estações que são recebidas com rituais de Primavera – nascimento e floração, Verão – alegria, Outono – crepúsculo e Inverno – morte.

Celebrações são criadas pelo homem e há sempre aquela da espera da volta do sol após o Inverno. Em cima da festa pagã milenar do solstício, comemorando a volta do sol no hemisfério norte, em dezembro, a Igreja cristã colocou a celebração do nascimento de Jesus Cristo, substituindo a festa pagã que já existia nessa data.

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nov 12 2008

A arte da anulação da incredibilidade no Teatro

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Após um nascimento obscuro ou mágico, o jovem desaparece durante seu aprendizado entrando na floresta ou no deserto e em algum momento de sua formação, o xamã vive uma experiência estranha e mórbida ou outra experiência única e volta para devolver a energia ganha através das tentações suplantadas, da contemplação ou da autoflagelação. Tendo ganhado o poder da cura ele organiza um corpo de acólitos.

De alguma maneira ele reconheceu os signos naturais e os dominou e demonstra isso sempre de maneira dramática para impressionar aqueles que ele formou para ele: seu público, seus pacientes, seus crentes, seus fiéis.

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nov 07 2008

O espirito “xamânico” no teatro

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O xamã faz um espetáculo no qual cura os doentes, bate nas rochas e elas vertem água; ordena às nuvens que chova; come fogo e pisa brasas; atravessa o próprio corpo com agulhas e farpas; encanta serpentes; levita; sobe por cordas suspensas no ar; conhece Hipnose, Ilusionismo, Faquirismo, Ventriloquia e também Prestidigitação – tem dedos rápidos.

A experiência xamânica e sua trajetória são universais. Ele antevê o espetáculo teatral.  O primeiro sinal de sua existência especial é seu nascimento sempre marcado por um fenômeno único: nascido de mãe virgem, como o grande xamã do Cristianismo, é concebido por obra do Espírito, por exemplo.

E é o dramaturgo católico Paul Claudel na sua peça teatral ANÚNCIO FEITO A MARIA quem decifra o mistério do milagre da concepção pelo Espírito Santo.

Ele aponta o que há de natural no que chamamos milagre da santa concepção, e diz: – Esse milagre acontece todos os dias. O sol não atravessa o vidro sem quebrá-lo?

Por Cyro Del Nero

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nov 05 2008

Evolução Teatral: dos mosteiros alemãos e conquistas territoriais ao futuro renascentista da Mandrágora de Maquiavel

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No momento da construção do primeiro mosteiro, os primeiros santos estavam sendo canonizados e uma solitária e culta monja alemã – Hroswitha de Gandersheim – escrevia uma peça teatral litúrgica e reinventava a dramaturgia a partir de Sêneca*.

Enquanto isso, a ordem beneditina encenava pelas ruas da Europa católica o Drama do Cristo Rei. As farsas teatrais haviam surgido na virada do século X e Constantinopla era ainda a cidade mais importante do mundo, comercialmente e culturalmente, na qual eram conservadas duas culturas para o futuro, a grega e a romana, até que a capital do Bizâncio em uma terça feira chamada terça-feira negra em 29 de Maio de 1453 é tomada pelos Otomanos.

São fundadas na época as universidades de Córdoba e do Cairo e é iniciada a construção da Catedral de São Marcos, em Veneza, para onde são levados os cavalos do Hipódromo de Constantinopla.

Começa a ser concebido um sistema de notação musical que será desenvolvido por Guido D’Arezzo e no final desse século se verá o aperfeiçoamento da pólvora pelos chineses. E o teatro renasce, atravessa as ruas e os currais da idade média e será iluminado por um futuro próximo, renascentista. Chegarão os dias quando se ouvirão os versos da Mandrágora de Maquiavel.

*Lúcio Aneu Séneca (português europeu) ou Sêneca (português brasileiro) (em latim: Lucius Annaeus Seneca; Corduba, Hispânia, 4 a.C. — Roma, 65 d.C.) foi um dos mais célebres escritores e intelectuais do Império Romano. Conhecido também como Séneca (ou Sêneca), o Moço, o Filósofo, ou ainda, o Jovem, sua obra literária e filosófica, tida como modelo do pensador estóico durante o Renascimento, inspirou o desenvolvimento da tragédia na dramaturgia européia renascentista.

Saiba mais sobre o escritor no Wikipédia.

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