set 18 2008
A ousadia de Wieland Wagner
Wieland Wagner era neto do compositor Richard Wagner e após a Segunda Guerra Mundial conseguiu autorização das tropas de ocupação na Alemanha, para reabrir o Festival de Bayreuth e encenar novamente as óperas de seu avô. Foi uma longa luta de cerca de oito anos para a reabertura de Bayreuth que tinha sido durante o período nazista, um santuário do nacional socialismo que identificava sua doutrina com a mitologia germânica transformada em espetáculo pelas óperas de Wagner.
Afinal conseguiu e como encenador Wieland herdou também as teorias plásticas e de iluminação do suíço Adolphe Appia. Encenador, coreógrafo, diretor, cenógrafo, figurinista, Wieland só não se aventurou como regente de orquestra.
Seus espaços uniam as concepções de Appia quanto à tridimensionalidade cenográfica, a iluminação e uma visão da arquitetura do período românico, onde o menos é mais – que está coberto de emoção religiosa. E isso servia a dois envolvidos com Wieland: a música de seu avô Richard Wagner e a plasticidade dos projetos cenográficos de Adolphe Appia.
Wieland foi juntamente com o compositor Gustav Mahler regente de orquestra em Viena, um dos dois maiores encenadores de óperas na primeira metade do século XX. É célebre sua montagem considerada uma obra prima realizada não em Bayreuth, mas sim em Berlim. E não era uma ópera de Wagner, mas uma Aida de Giuseppe Verdi.
Por Cyro del Nero


Se excluirmos as idéias nazistas da raça superior, bla, bla, bla, as óperas de Wagner são histórias profundamente humanas, germinais, e assim podem tocar o emocional de qualquer ser humano.
Foi bom saber acerca do neto de Wagner.
Ignez Pitta