<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Cyro del Nero &#187; História do Teatro Brasileiro</title>
	<atom:link href="http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/tag/historia-do-teatro-brasileiro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 27 Apr 2010 23:04:15 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt_BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0</generator>
		<item>
		<title>O sucesso não é uma ciência&#8230;O Teatro é um mistério!</title>
		<link>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/o-sucesso-nao-e-uma-cienciao-teatro-e-um-misterio/</link>
		<comments>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/o-sucesso-nao-e-uma-cienciao-teatro-e-um-misterio/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 02:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator></dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[História do Teatro Brasileiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/?p=45</guid>
		<description><![CDATA[Há espetáculos bons e maus. O Teatro é tudo menos o tédio, dizia Jean Louis Barrault. Mas mesmo que um espetáculo seja dinâmico, dramático, comovente e em ritmo correto superando o desconforto possível de uma platéia, um espetáculo pode fracassar. O sucesso não é uma ciência. O Teatro é um mistério. Julian Beck disse que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fcyrodelnero.fashionbubbles.com%2Fteatro%2Fo-sucesso-nao-e-uma-cienciao-teatro-e-um-misterio%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fcyrodelnero.fashionbubbles.com%2Fteatro%2Fo-sucesso-nao-e-uma-cienciao-teatro-e-um-misterio%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/07/blog-do-cyro-del-nero.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-47" title="blog-do-cyro-del-nero" src="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/07/blog-do-cyro-del-nero.jpg" alt="" width="450" height="309" /></a></p>
<p>Há espetáculos bons e maus. O Teatro é tudo menos o tédio, dizia Jean Louis Barrault. Mas mesmo que um espetáculo seja dinâmico, dramático, comovente e em ritmo correto superando o desconforto possível de uma platéia, um espetáculo pode fracassar. O sucesso não é uma ciência. O Teatro é um mistério.</p>
<p>Julian Beck disse que o Teatro é um cavalo de pau com o qual podemos invadir a cidade. Mas muitas vezes esse cavalo de pau pode ser desmascarado. Há um livro de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nikolai_Gogol" target="_blank">Gogol</a> cujo título é Almas Mortas. Gogol se referia aos camponeses já falecidos que eram considerados vivos pelo dono de uma propriedade rural para receber benefícios do governo. As Almas Mortas.</p>
<p><a href="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/07/almas_mortas.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-46" title="almas_mortas" src="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/07/almas_mortas.jpg" alt="" width="233" height="320" /></a></p>
<p>Adaptado o livro para o Teatro, Almas Mortas se mostrou ser um dos títulos de espetáculo mais negativo já existente. Ninguém quer ver um espetáculo sobre almas mortas. E Flávio Rangel encenou esse Gogol no Tbc, Teatro Brasileiro de Comédia de Franco Zampari nos anos 60. Na primeira noite já se revelou ser um fracasso à vista. E reunia um excelente elenco tendo tido dois meses de ensaio. Mas a reação do público foi negativa a olhos vistos. No dia seguinte o amigo Antunes Filho foi ver o espetáculo do colega Flávio. No camarim após o espetáculo Antunes foi cumprimentar o Flávio e este fez a pergunta fatal:</p>
<p>- Antunes, o que você achou?</p>
<p>Antunes, velho companheiro, pôs um dedo na boca, pensou um pouco, e disse:</p>
<p>- Você tem que mudar alguma coisa.</p>
<p>Flávio mais ansioso ainda perguntou:</p>
<p>- O que, por exemplo?</p>
<p>Antunes agora parecendo angustiado olhou fixamente o chão e depois de refletir uns segundos disse, corajosamente, desabafando:</p>
<p>- Tudo, Flávio.</p>
<p>O espetáculo Almas Mortas foi cancelado depois de alguns dias de representação por falta de público.</p>
<p>Por Cyro Del Nero</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/o-sucesso-nao-e-uma-cienciao-teatro-e-um-misterio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Homenagem a Paulo Autran</title>
		<link>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/homenagem-a-paulo-autran/</link>
		<comments>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/homenagem-a-paulo-autran/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 19:33:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator></dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Ator]]></category>
		<category><![CDATA[História do Teatro Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Autran]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/?p=25</guid>
		<description><![CDATA[Paulo Autran é para sempre um deus que dormiu lá em casa. E ele foi muitos outros personagens. Deu-nos tantos outros personagens, tantas dores e tanto riso. Nós o vimos representar e através da piedade e do medo sua representação nos purificou. Quando descia a cortina no final do espetáculo estávamos com emoções purgadas porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fcyrodelnero.fashionbubbles.com%2Fteatro%2Fhomenagem-a-paulo-autran%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fcyrodelnero.fashionbubbles.com%2Fteatro%2Fhomenagem-a-paulo-autran%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/05/paulo-autran.bmp"><img class="alignnone size-medium wp-image-26" title="paulo-autran" src="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/05/paulo-autran.bmp" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Autran" target="_blank">Paulo Autran</a> é para sempre um deus que dormiu lá em casa. E ele foi muitos outros personagens. Deu-nos tantos outros personagens, tantas dores e tanto riso. Nós o vimos representar e através da piedade e do medo sua representação nos purificou.</p>
<p>Quando descia a cortina no final do espetáculo estávamos com emoções purgadas porque ele havia dito durante duas horas que ele era quem ele não era. E encarnando alguém que podia ser um de nós na platéia, nos fazia vivenciar aquilo que temíamos ou queríamos para nós.</p>
<p>Os gregos chamavam o ator de hipócrita, aquele que responde como se fosse realmente personagem imaginada pelo autor. O ator nos libera porque diz o que tememos. Na personagem da tragédia ele é um ser superior àquilo que são os homens. Sem culpa ele perde a medida e os deuses o castigam primeiro com a loucura e depois – em geral &#8211; com a morte.</p>
<p>E na comédia ele é um ser mais simples do que somos e o desenlace da ação teatral é feliz e nos provoca o riso. Portanto toda essa existência do ator no palco é dedicada à representação de uma vida verdadeira e exemplar para que meçamos nossas dimensões, o nosso possível, a tragédia ou a comédia de nossas vidas.</p>
<p>A primeira atuação teatral profissional de Paulo Autran foi em Um deus dormiu lá em casa. Hoje, com a liberdade que sua carreira lhe deu ele pode com um sorriso assumir o Avarento de Moliére. A maturidade é a melhor liberdade e no Avarento ele pode manifestá-la. É preciso ir ver esse deus que dormiu lá em casa em sua gentil, autorizada maturidade no exercício dessa atividade divina que é o teatro, porque foi o teatro que gerou a religião.</p>
<p>A ação do ator é a realização da vida verdadeira. Ir ver Paulo Autran será contemplar um horizonte percorrido por poucos e realizado com graça e cultura.</p>
<p><a href="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/05/paulo_autran.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28" title="paulo_autran" src="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/05/paulo_autran.jpg" alt="" width="411" height="123" /></a></p>
<p><em><span class="credito">Fotomontagem sobre arquivo: Iza Calbo</span></em></p>
<p>Por Cyro Del Nero</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/homenagem-a-paulo-autran/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Teatro e Ironia</title>
		<link>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/teatro-e-ironia/</link>
		<comments>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/teatro-e-ironia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 16:18:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator></dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Cenografia]]></category>
		<category><![CDATA[História do Teatro Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
		<category><![CDATA[Maurice Vaneau]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fashionbubbles.com/teste/?p=92</guid>
		<description><![CDATA[Havia um diretor teatral belga entre nós. Maurice Vaneau. Mais que um diretor, ele foi um animal teatral. Há muito tempo, quase meio século, ele veio com o teatro belga e aqui ficou para sempre. Ensinou-nos muita coisa. Ensinou-nos a não levarmos o teatro a sério. Quanto menos sério mais verdadeiro. Testemunhou a brincadeira que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fcyrodelnero.fashionbubbles.com%2Fteatro%2Fteatro-e-ironia%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fcyrodelnero.fashionbubbles.com%2Fteatro%2Fteatro-e-ironia%2F&amp;style=normal" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/04/vaneau.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-114" title="vaneau" src="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/04/vaneau.jpg" alt="" width="180" height="270" /></a></p>
<p>Havia um diretor teatral belga entre nós. <strong>Maurice Vaneau</strong>. Mais que um diretor, ele foi um animal teatral. Há muito tempo, quase meio século, ele veio com o teatro belga e aqui ficou para sempre. Ensinou-nos muita coisa. Ensinou-nos a não levarmos o teatro a sério. Quanto menos sério mais verdadeiro. Testemunhou a brincadeira que é e deve ser o teatro e nos lembrou sempre que o sangue do teatro é a ironia, a sagrada ironia ou mesmo a ironia da farsa.</p>
<p>A ironia do destino de Édipo, a ironia de Sócrates nos diálogos de Platão, a triste ironia da morte dos amantes de Verona. Qualquer ironia. A ironia é o sal da vida e esse belga entre nós vivia da ironia. A ironia era a sua vitamina e uma forma de dar conhecimento, iluminação.</p>
<p>Com seus gestos adotou a Commedia dell’Arte e encarnou ele mesmo os seus atores no palco e fora dele. A pantomima como gesto. Arlequino sempre. Dirigiu óperas e durante a produção de uma delas – O Barbeiro de Sevilha &#8211; sugeriu à produtora alemã que a personagem do oficial do exército usasse medalhas no peito e&#8230; nas costas. Seria a primeira personagem da história do teatro – talvez &#8211; a usar medalhas nas costas. Ouviu protestos violentos. Ele riu muito. Ele nos ensinou também a fazer cenários com a produção de materiais já existentes. E na peça <strong><em>Casa de Chá do Luar de Agosto</em></strong> colocou um jeep no palco. Creia ou não, foi o primeiro cenário brasileiro não construído, mas produzido. Isto nos anos 50.</p>
<p><strong>Maurice Vaneau</strong> foi um velho companheiro afastado do teatro. Se Deus criou alguém para viver num palco e produzir todo o suor e o ruído da história sagrada do teatro, criou o Maurice.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://cyrodelnero.fashionbubbles.com/teatro/teatro-e-ironia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
