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	<title>Blog do Cyro del Nero &#187; Ironia</title>
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		<title>Teatro e Ironia</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Apr 2008 16:18:58 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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		<category><![CDATA[História do Teatro Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
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		<description><![CDATA[Havia um diretor teatral belga entre nós. Maurice Vaneau. Mais que um diretor, ele foi um animal teatral. Há muito tempo, quase meio século, ele veio com o teatro belga e aqui ficou para sempre. Ensinou-nos muita coisa. Ensinou-nos a não levarmos o teatro a sério. Quanto menos sério mais verdadeiro. Testemunhou a brincadeira que [...]]]></description>
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<p><a href="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/04/vaneau.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-114" title="vaneau" src="http://www.cyrodelnero.fashionbubbles.com/files/uploads/2008/04/vaneau.jpg" alt="" width="180" height="270" /></a></p>
<p>Havia um diretor teatral belga entre nós. <strong>Maurice Vaneau</strong>. Mais que um diretor, ele foi um animal teatral. Há muito tempo, quase meio século, ele veio com o teatro belga e aqui ficou para sempre. Ensinou-nos muita coisa. Ensinou-nos a não levarmos o teatro a sério. Quanto menos sério mais verdadeiro. Testemunhou a brincadeira que é e deve ser o teatro e nos lembrou sempre que o sangue do teatro é a ironia, a sagrada ironia ou mesmo a ironia da farsa.</p>
<p>A ironia do destino de Édipo, a ironia de Sócrates nos diálogos de Platão, a triste ironia da morte dos amantes de Verona. Qualquer ironia. A ironia é o sal da vida e esse belga entre nós vivia da ironia. A ironia era a sua vitamina e uma forma de dar conhecimento, iluminação.</p>
<p>Com seus gestos adotou a Commedia dell’Arte e encarnou ele mesmo os seus atores no palco e fora dele. A pantomima como gesto. Arlequino sempre. Dirigiu óperas e durante a produção de uma delas – O Barbeiro de Sevilha &#8211; sugeriu à produtora alemã que a personagem do oficial do exército usasse medalhas no peito e&#8230; nas costas. Seria a primeira personagem da história do teatro – talvez &#8211; a usar medalhas nas costas. Ouviu protestos violentos. Ele riu muito. Ele nos ensinou também a fazer cenários com a produção de materiais já existentes. E na peça <strong><em>Casa de Chá do Luar de Agosto</em></strong> colocou um jeep no palco. Creia ou não, foi o primeiro cenário brasileiro não construído, mas produzido. Isto nos anos 50.</p>
<p><strong>Maurice Vaneau</strong> foi um velho companheiro afastado do teatro. Se Deus criou alguém para viver num palco e produzir todo o suor e o ruído da história sagrada do teatro, criou o Maurice.</p>
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