out 10 2008
Tecnologia marítima nos primórdios do teatro romano
Da Marinha, o teatro romano herdou além do velarium que cobria o público, o siparium, cortina da boca de cena que, ao invés de subir no início do espetáculo, descia, revelando primeiro a cabeça dos atores, indo até abaixo do piso do palco. No final do espetáculo a cortina subia, fazendo desaparecer o ator dos pés para a cabeça. Este siparium era sustentado por dois mastros laterais à boca de cena. Era uma vela marítima, acionada por uma manobra marítima.
Estaleiros romanos e depois vênetos, franceses e ingleses levaram o ‘velame’ (conjunto de mastros, vergas, velas e cordames) a extremos de sofisticação, a ponto de tecerem um intrincado e eficiente grafismo nos seus navios, linhas que nos encantam como desenho e sonho, quando examinamos maquetes de galeões, caravelas e veleiros. A história da marinha está cheia de intervenções na arquitetura e no teatro.
As pedras do Partenon foram alçadas, colocadas e travadas com know-how de marinheiros: manobras e guindastes foram trazidos por homens do mar, mestres que eram, desde o dia em que o cedro desceu às águas, como disse Ovídio.
Por Cyro del Nero

[...] Era uma vela marítima, acionada por uma manobra marítima. Leia matéria completa no blog do Cyro del Nero. [...]
Pelas manobras, as físicas e mentais os cenários tornarão-se fundamentais. O que seriam as peças teatrais, operas, musicais, o que mais, sem as manobras ?
Grande foi a evolução do teatro grego, das personas as gruas.
?ßs, Ciro.
?ßs, CYRO, é o certo.